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Santana de Parnaíba, 18 de agosto de 2008
Projeto Oficina Escola de Artes e Ofícios recebe visita do Fórum Oeste de Educação Inclusiva
O mestre do POEAO Antônio Mendes Barros; a diretora de captação e projetos Cecília Barros; o coordenador do POEAO Turinã Inácio; a coordenadora do Fórum Oeste de Educação Inclusiva Antônia Nakayama e o coordenador nacional do POEAO Júlio Barros

Conhecido nacionalmente pelo seu caráter social e preservacionista, o Projeto Oficina Escola de Artes e Ofícios (POEAO) de Santana de Parnaíba foi foco de mais uma visita, desta vez do Fórum Oeste de Educação Inclusiva, com alunos dos cursos de Psicologia e Pedagogia da Universidade Paulista (UNIP) de Alphaville.
O evento, que aconteceu no último sábado (16/08), teve como finalidade promover a inclusão destes jovens estudantes com o projeto, que possui grande alcance social e exerce um trabalho referenciado na área de restauro, preservação e conservação das edificações históricas da cidade. Estiveram presentes os coordenadores do POEAO Júlio Barros e Turinã Inácio e a coordenadora do Fórum Oeste de Educação Inclusiva Antônia Nakayama.
As atividades concentraram-se no Centro Histórico e tiveram início logo pela manhã, às 9 horas, com a apresentação com palestra e exibição de vídeo sobre o Projeto aos participantes no Centro de Memória e Integração Cultural (CEMIC).
Na seqüência, os presentes visitaram os principais monumentos históricos da cidade, entre eles, a Igreja Matriz – que é tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT) –; o Museu Casa do Anhangüera – tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN), ambos imóveis situados no Largo da Matriz; e alguns imóveis restaurados pelo POEAO, como a Casa 80 – localizada no Largo São Bento, 49. Após o almoço, todos tiveram a oportunidade de conhecer as oficinas do Projeto Oficina Escola, que funcionam na Rua Fernão Dias Falcão, 100.
Implantado em Santana de Parnaíba no ano de 1999, o POEAO é o grande responsável pela restauração e preservação do rico patrimônio histórico da cidade, que tem um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos do Estado. Seu Centro Histórico, o mais antigo e próximo da capital, foi tombado, em 1982, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo ( CONDEPHAAT). O POEAO, além de sua relevância cultural, tem um importante papel social, uma vez que age no resgate da cidadania de jovens carentes da cidade. Por meio deste projeto, muitos jovens e adolescentes estão deixando as ruas para aprender uma profissão, a de restauradores.
Na ocasião, o coordenador nacional do POEAO Júlio Barros disse considerar de extrema importância o trabalho de divulgação do projeto, principalmente para o seu próprio crescimento. “As ações desenvolvidas com os jovens da cidade convergem exatamente com a filosofia propagada pelo Fórum para a questão da inclusão por meio de atividades psicossociais”, ressaltou Júlio Barros.
De acordo com a coordenadora do Fórum de Educação Inclusiva, este tipo de iniciativa junto aos jovens da comunidade é fundamental para promover a inclusão, nos seus mais diversos aspectos, principalmente no quesito educacional. “A instituição preocupa-se muito com a formação inicial dos nossos alunos e, portanto, eles não podem passar por um curso de pedagogia e psicologia sem passar por uma vivência de ações existentes na comunidade local que é referência em âmbito local, regional e nacional”, justifica Antônia Nakayama.
Uma das alunas que aprovou a iniciativa é Juliana Cantalice, de 18 anos, estudante do curso de Psicologia e moradora do município de Carapicuíba. “O Oficina Escola é um projeto muito bacana, que tem um intuito muito nobre, quanto ao resgate da cidadania dos seus integrantes. Percebi que é uma ação belíssima, muito interessante e que tem que ser levado e implantado no máximo de locais possíveis pelo Brasil”, elogiou a aluna.
Estiveram, ainda, presentes na ocasião as coordenadoras da UNIP dos cursos de Psicologia, Cláudia Câmara, e de Pedagogia, Lisienne de Moraes Navarro Gonçalves Silva, além de membros da comissão executiva do Fórum Oeste de Educação Inclusiva.

As ações do Fórum

Criado em março de 2006, o Fórum Oeste de Educação Inclusiva surgiu diante da preocupação em se promover ações educativas efetivas nas escolas da região oeste, promovidas por meio de experiências, reflexões e debates dentro do âmbito da inclusão das crianças e jovens nas instituições educacionais.
O Fórum é composto por educadores voluntários, que se reúnem periodicamente, e têm como preocupação o foco das ações da organização: a inclusão educacional.


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Texto: Maíra Hirose – Mtb 42.244
Crédito: Roberto Andrade

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